Margot Käßmann assumiu o mais alto posto da EKD entre 2009 e 2010. (Foto: GLC Washington).

Os cristãos do Brasil comemoram em 2017 uma data marcante, os 500 anos da Reforma Protestante. Lutero é a figura que ilustra esse feito, com suas 95 teses contestando diretrizes erradas da Igreja Católica. Mas, parece que a Igreja Luterana de hoje não permanece tão fiel ao reformador alemão. Nas últimas décadas, a Igreja Luterana da Alemanha (EKD) tem apresentado um comportamento intrigante.

O que a mídia internacional tem chamado de “quebrando tabus”, na verdade é uma fuga do que Lutero conquistou. A EKD está se abrindo para aceitar reivindicações, resultando em mudanças. A primeira se deu em 1940 com a abertura para a ordenação de mulheres. Após 75 anos da decisão, consta que 33% dos ordenados são do sexo feminino. Em 1992 houve a nomeação da primeira bispa. Agora, a EKD incentiva uma campanha de “equiparação de gênero” pela instituição.

Uma das mulheres a desfrutar das novas regras da Igreja Luterana na Alemanha é Margot Käßmann, que assumiu o mais alto posto da EKD entre 2009 e 2010 e atualmente serve como “embaixadora da reforma”. Um artigo da BBC, publicado no dia 3 de setembro deste ano traz uma fala reveladora. “A ordenação de mulheres é uma consequência da teologia do batismo de Lutero. Para ele, todo cristão batizado pode ser padre, bispo e até papa, então essa premissa é válida também para as mulheres”, afirma.

Novas diretrizes

Agora, a EKD afirma o compromisso de “combater o preconceito contra homossexuais”. Em 2013, a igreja publicou novas diretrizes para o modelo familiar e passou a considerar como família “qualquer núcleo onde haja amor”, abandonando a ideia bíblica de pai e mãe casados e filhos. A instituição passou a aceitar parceiros do mesmo sexo. Para se justificar, a EKD lembrou que “padrões tradicionais eram contestados há anos e essa luta havia alcançado mudanças sociais e legais que reconheceram a diversidade familiar e a igualdade de direitos entre os membros de diferentes constelações familiares”.

A decisão veio antes da formalização legal do casamento entre homossexuais pelo Parlamento da Alemanha, que só foi legalizado pelo Estado em junho deste ano. Segundo a BBN, a primeira congregação que ofereceu a cerimônia de casamento para gays foi a de Hessen-Nassau, na região de Frankfurt. Depois dela, outras quatro seguiram o exemplo. Ao todo são 20 congregações e em algumas das que ainda não aprovaram a mudança, é oferecida uma “benção” para casais homossexuais.

A nova regra resultou na aceitação aberta de pastores homossexuais e seus parceiros. Margot Käßmann ainda afirmou: “A igreja da Reforma precisa se transformar continuamente. Ela não é uma instituição imóvel, mas feita por pessoas e por isso pode aprender”, finalizou.



O cantor e compositor Eduardo Mano lançou no dia 8 de agosto seu mais novo projeto musical. Trata-se do disco “Ergo Meus Olhos”, que segundo ele é o mais congregacional de sua carreira. O álbum vem com seis canções e se encontra disponível nas plataformas digitais como a Deezer, além de poder ser baixado de forma legal.

O projeto também é composto por um encarte com letras, fotos e textos. “Este é meu disco mais ‘estranho’. Tenha isso em mente. O disco é um lançamento da FlorCaveira, com produção do Tiago Cavaco e com um trabalho lindo de mixagem e masterização do Max Folgado”, ressalta Mano.

“Se esse não for o disco com o maior número de sobrenomes diferentes já lançado no mundo, por favor, me digam qual é. Mas voltando à estranheza. Ninguém espera de mim uma mega-produção fonográfica. Mas neste disco, os padrões de gravação são da FlorCaveira”, pontuou.

“Tudo foi gravado ao vivo (eu toquei e cantei ao mesmo tempo). Não fizemos overdubs (ou seja, não regravamos nada) e as faixas têm suas determinadas sujeiras. As letras talvez sejam as mais congregacionais que já lancei. Fico feliz em escrever isto”, escreveu em seu site oficial.

“Como sempre, minha oração é que estas faixas sirvam para a glória de Cristo e para o crescimento espiritual do povo de Deus. Se Deus permitir assim, está ótimo”, finalizou o cantor.

Baixe o álbum ou ouça clicando no player abaixo:

 

 



O pastor comemorou o marco de 5 mil livros vendidos em tempo recorde.

O pastor Jonas Madureira, da Igreja Batista da Palavra (SP) celebrou um marco. Em menos de dois meses seu livro mais recente, “Inteligência Humilhada”, vendeu 5 mil exemplares. “Muito obrigado meus irmãos e amigos”, agradeceu em sua conta oficial no Instagram. A obra é fruto de palestras ministradas pelo autor. Em entrevista para o canal Box 95, Jonas explica.

“A história do livro é interessante porque começou com uma leitura em especial das obras de Agostinho. Eu tinha acabado de ler o livro 10 das confissões e a leitura daquele livro em especial me marcou muito. E foi justamente na mesma época que eu recebi um convite para dar uma palestra na Conferência Teológica Água da Vida em Niterói e o assunto envolvia essa questão da racionalidade da fé, como se relaciona essas duas coisas”, disse.

“E foi por conta disso que a gente resolveu, nessa palestra, aplicar um pouco daquilo que a gente tinha lido nesse texto de Agostinho. Essa palestra foi interessante, porque depois que terminamos, teve uma sessão de perguntas e respostas e encerrou a conferência. No final, muita gente veio me procurar dizendo que havia se interessado pelo conceito de ‘Inteligência Humilhada’. Quando a gente começou a trabalhar essa questão da humilhação da inteligência e que a teologia se constitui dessa fragilidade, muita gente ficou curiosa”, ressaltou.

Segundo o site da Editora Vida Nova, o livro apresenta o resgate de uma tradição do pensamento cristão que sempre se recusou a reduzir o debate entre fé e razão nos termos do racionalismo ou do fideísmo. A finalidade do conceito de “Inteligência Humilhada” é despertar o interesse por uma razão que ora e uma fé que pensa.

Seguindo o conselho de João de Salisbúria, Jonas Madureira subiu nos ombros de cinco gigantes da tradição cristã: Agostinho de Hipona, Anselmo da Cantuária, João Calvino, Blaise Pascal e Herman Dooyeweerd. Todos eles serviram de ponto de partida e fundamentação do conceito. Ao longo deste livro, essas cinco vozes são ouvidas nos mais diversos assuntos: teologia propriamente dita, revelação natural, problema do mal, gramática da antropologia bíblica, formação de um teólogo entre outros.

Sobre Jonas Madureira

Jonas é professor de Teologia e Filosofia da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, do Servo de Cristo e do Betel Brasileiro. Autor do livro “Filosofia” do Curso Vida Nova de Teologia Básica, publicado por Edições Vida Nova.

Em 2005, recebeu da PUC-SP a premiação de Menção Honrosa, na área de Filosofia, pelo estudo que apresentou sobre a doutrina do conhecimento negativo de Deus em Tomás de Aquino. É editor da Edições Vida Nova. Pastor da Igreja Batista da Palavra, em São Paulo.

Confira a entrevista de Yago Martins com o autor Jonas Madureira:



O sociólogo Silvio Grimaldo (esquerda) e o jornalista Paulo Briguet (direita). (Foto: Reprodução).

Por Rafael Machado

Será que há alguma linha que una, ou pelo menos tente, juntar “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, “O Futuro do Pensamento Brasileiro”, de Olavo de Carvalho, e “O Sermão da Montanha”, de Agostinho de Hipona? Se gastarmos nossos neurónios, conseguiremos traçar um comparativo entre a surrealidade do pacífico K em “O Processo”, “Admirável Mundo Novo”, do sempre atualíssimo Aldous Huxley, e até “Antígona”, de Sófocles?

Esse é o objetivo principal do projeto A Volta Ao Mundo Em 22 Livros, uma releitura dos principais clássicos da literatura mundial que é realizada quinzenalmente nas dependências da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). A proposta nasceu de conversas triviais entre o jornalista Paulo Briguet, colunista na Folha de Londrina, um dos mais importantes jornais impressos do Paraná, e o sociólogo e editor Silvio Grimaldo.

Em entrevista ao Portal Dois Dedos de Teologia, Briguet conta que bebeu sem moderação de uma verdadeira expedição cultural protagonizada pelo professor José Monir Nasser, falecido em 2013, que se propôs, no início dos anos 2000, a discutir as 100 maiores obras literárias do Ocidente. As aulas gravadas, que estão sendo transformadas em livro pelo SESI Paraná, tiveram que ser interrompidas no 93º livro pela morte do docente. “Nenhuma sociedade pode ser rica antes de ser inteligente”, afirmou o jornalista.

Valores eternos

Segundo Briguet, “se quisermos resolver a atual crise política, econômica e moral, temos que buscar os valores eternos. Esses princípios, sem os quais a civilização não existe, adormecem nos grandes clássicos da literatura”. A iniciativa cultural, conforme o idealizador, “refaz a inteligência através da leitura desses trabalhos, que, dentre vários outros pontos em comum, têm algo a dizer sobre a sociedade contemporânea”.

Leitor fidedigno da realidade brasileira, Briguet avalia que “a seleção tem muito a dizer sobre as dores que o Brasil vive atualmente, sobre aquilo que vemos diariamente no noticiário”. Para o colunista, “o retorno a esses livros oferta uma verdadeira ampliação intelectual para quem participa com afinco”. “1984” e “A Revolução Dos Bichos”, dois dos maiores clássicos de George Orwell, mesmo publicados na década de 40, não se perderam no tempo. “Preciosidades assim estão servem para os dias de hoje e ajudam a explicar o presente”, conclui Briguet.

A leitura das obras selecionadas não é obrigatória. Os encontros acontecem de 15 em 15 dias. Confira a lista completa dos livros que já foram ou serão objeto de discussão:

Antígona (Sófocles)

Apologia de Sócrates (Platão)

A Revolução dos Bichos (George Orwell)

Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)

1984 (George Orwell)

Sussuros (Orlando Figes)

O Processo (Franz Kafka)

O Alienista (Machado de Assis)

A Brincadeira (Milan Kundera)

O Rinoceronte (Eugene Ionesco)

Macbeth (Willian Shakespeare)

Otelo (Willian Shakespeare)

O Poder e a Glória (Grahan Greene)

O Zero e o Infinito (Arthur Koestler)

O Futuro do Pensamento Brasileiro (Olavo de Carvalho)

Um Inimigo do Povo (Hernik Ibsen)

Crime e Castigo (Fiodor Dostoievski)

Pais e Filhos (Ivan Tugueniev)

Sob o Sol de Satã (Georges Bernanos)

A Invasão Vertical dos Bárbaros (Mário Ferreira dos Santos)

A Rebelião das Massas (José de Ortega y Gasset)

O Sermão da Montanha (comentado por Agostinho de Hipona)



Eugene Peterson, autor da Bíblia “A Mensagem”. (Foto: Reprodução).

Eugene Peterson, autor da conhecida Bíblia “A Mensagem”, cedeu uma entrevista para o jornalista Jonathan Merritt do site “Religion News Services” e respondeu algumas perguntas intrigantes sobre questões culturais e sua visão sobre a homossexualidade na igreja.

“Eu não teria dito isso há 20 anos, mas agora conheço muitas pessoas que são gays e lésbicas e parecem ter uma boa vida espiritual”, disse Peterson ao site. O líder contou que passou 29 anos pastoreando uma Igreja Presbiteriana que ele mesmo fundou em Bel Air, Maryland (EUA), e que durante esse período não teve tantos aconselhamentos com homossexuais em sua congregação.

No entanto, um dos poucos aconselhamentos nesta área lhe chamou atenção de forma especial. Ele explica que, certo dia, um jovem pediu para assumir o cargo de líder de louvor na congregação. O tal rapaz havia crescido na igreja de Peterson e se tornado um músico talentoso, além de professor de ensino médio. Enquanto pedia o emprego, ele revelou que era gay. O pastor teve orgulho de sua igreja, que não fez qualquer questionamento sobre a contratação do jovem.

Para Peterson, o rapaz “era realmente um bom músico e a pessoa certa para o trabalho”. Ele sente que a igreja está em um momento de transição em relação à posição sobre a homossexualidade. “Eu acho que esse tipo de debate sobre lésbicas e gays pode acabar”, ressalta.

Sem resposta definitiva

Sobre a homossexualidade ser algo correto ou errado, Peterson não possui uma resposta definitiva. “Eu não acho que seja algo que você possa exibir, mas também não julgo ser certo ou errado”. Para o líder, este é o momento da igreja derrubar o debate, pois se uma igreja não concorda com a decisão de incluir homossexuais na congregação, “provavelmente eles irão para outra igreja”, colocou.

Megan Briggs, editora do site Church Leaders questiona: “A curiosa resposta de Peterson a esta questão levanta uma antiga pergunta: qual é exatamente o propósito da igreja? É para ser uma espécie de clube ou ser um lugar onde pessoas de diferentes contextos socioeconômicos, filosofias, culturas e talvez até mesmo orientações sexuais possam se reunir para buscar a Deus e sua vontade juntos?”.

Peterson, que já tem 84 anos, ressalta na entrevista sua crença na importância do relacionamento pastoral nas igrejas. Ele não é fã de mega-igrejas, onde há a preocupação de lotar templos e não de construir um bom relacionamento com as ovelhas. “Não há relacionamento com ninguém”, diz ele sobre as congregações de grande porte. Ele continua dizendo que esse tipo de igreja preza pela diversão. “São lugares de entretenimento”.

A verdadeira igreja, de acordo com Peterson, é “relacional”, onde as pessoas “conhecem as outras com quem estão orando”. Ele diz: “A conversa é uma das coisas mais importantes que os pastores precisam desenvolver – em vez de dizer às pessoas o que fazer”. Peterson sugere que em vez de lhes dizer que seu estilo de vida é errado ou pecaminoso e que eles devem mudar, o pastor deve primeiro conhecer a pessoa, ouvir sua história e envolvê-los.



Rodrigo Brotto é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Teresina. (Foto: Reprodução/YouTube).

Durante a terceira edição do Fórum Nordestino de Cosmovisão Cristã, Rodrigo Brotto, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Teresina, palestrou sobre os riscos de uma cultura secular e como os cristãos podem agir para mudar este cenário. Em seu discurso, Brotto ressaltou que os estudantes precisam se engajar mais no ambiente acadêmico. Em entrevista para o Dois Dedos de Teologia, o palestrante sugeriu uma solução para o fim da doutrinação nas escolas.

“Esse é o meio pelo qual Deus estabeleceu que a batalha pela verdade fosse vencida. Ele nos dá todas as ferramentas. Ele nos dá o seu poder e sabedoria para realizarmos isso. Não é fácil, não é simples, o mundo jaz no maligno, entretanto nós precisamos fazer muito mais do que estamos fazendo”, disse.

“Nós estamos acostumados com a dicotomia, sou cristão no domingo e de segunda a sábado eu faço as coisas como os ímpios fazem. Tento ali manifestar alguma coisa. Mas sem dúvida alguma, a resposta para isso está no engajamento do cristão”, ressaltou.

Cristão e a cultura

Em sua primeira palestra, Brotto disse: “Quem domina a academia determina a cultura”. Questionamos o que ele quis dizer com isso. “É como se fosse um ciclo vicioso. Temos uma cultura que é refletida numa academia e como esse mundo jaz no maligno, é uma cultura maligna que a academia vai refletir. E como a academia domina, aquela veste está lá, eles vão influenciar ainda mais para gerar mais cultura nesse sentido”, respondeu.

“E é claro que de tempos em tempos isso vai mudando e as principais mudanças para o bem vão ocorrer quando o cristão realiza sua função. Mais uma vez eu cito a Reforma Protestante. Você teve o Renascimento ali como uma forma de Deus até mesmo preparar aqueles homem e eles fizeram uma reforma não apenas espiritual, mas também cultural”, complementou.

Governo Petista – 12 anos de doutrinação

Ainda sobre o ambiente acadêmico, perguntamos a Brotto se ele acredita que os anos em que o governo petista atuou fortemente no Brasil influenciaram os jovens que hoje estão nas faculdades e universidade. Ele disse: “Com certeza. O tema do governo Dilma era ‘Brasil, pátria educadora’ e fica evidente que é por meio da escola e da pedagogia, que vem da academia, que ideias não petistas, mas Marxistas, Socialistas chegam aos estudantes. O que eles defendem acabam influenciando a geração e aí essa geração é influenciada até mesmo sem saber que está sendo influenciada”, comentou.

Pode uma educação cristã em um “país plural”?

“É sempre justo aplicar aquilo que é verdadeiro, belo e bom. A gente tem que tomar muito cuidado com a ideia de pluralismo, estado laico que teoricamente permite todas as coisas, desrespeita todas as coisas. Entendemos que Deus é o Senhor deste mundo e que Ele possibilita todas as condições de fazermos aquilo que o agrada e glorifica e Ele. Isso vai acontecer em maior ou menor medida, dependendo da própria cultura e abertura para isso. Mas, sem dúvida, não é só justo, mas justíssimo e inevitável”, explicou Brotto.

Para finalizar, perguntamos o que os cristãos de fato podem fazer no ambiente acadêmico para transformar o cenário atual. “Reconhecer que o que se aprende lá não é bíblico e por isso não deve ser aproveitado. Há alguns resquícios de verdade, mas a gente tem comprado essas ideias em sua totalidade e ao reconhecer isso há um conhecimento de pecado epistemológico”, alertou.

“Nós chegamos ao arrependimento e nós buscamos ferramentas para cumprir essa questão. E hoje, graças a Deus, a gente tem tido muito material e treinamento para que pelo menos na pedagogia a minha mente e o meu coração sejam dominados por uma cosmovisão cristã que naturalmente vai me levar a uma prática de áreas diversas baseadas na palavra de Deus”, disse.

Brotto ainda comentou sobre a importância do Fórum Nordestino de Cosmovisão Cristã. “Um evento como esse é importantíssimo. Muitas vezes é só aqui que um pedagogo treinado pelos sofismas de satanás vai ver como a sua pedagogia não tem nada a ver com a pedagogia Bíblica, porque as igrejas não estão preocupadas com esse tipo de coisa. As igrejas há muito tempo se perderam nessa dicotomia e acham que a sua função é apenas salvar almas, quando na verdade a função da igreja é redimir todas as coisas”, finalizou.